A copa, a tecnologia e as pessoas

Finalmente chegou o grande momento. Todos os fãs do desporto esperam este evento, ansiosamente, por 4 anos. Tem quem torça pela seleção do seu país, por outras seleções ou contra alguma seleção. Mas todos torcem. É o momento de tirar os cachecóis e camisetas do armário, pendurar as bandeiras na sacada e gritar pela sua seleção preferida. E como as equipes conseguem os altos padrões de desempenho exigidos para que consigam se qualificar e ganhar a copa? Pela utilização cada vez mais exaustiva de tecnologia?

A utilização de tecnologias como inteligência artificial, Big Data, sensores etc permitiu aumentar o conhecimento dos atletas da equipe com altíssima precisão possibilitando fazer treinamentos específicos que melhoram constantemente sua performance. Do mesmo jeito, permitiu maior conhecimento da equipe adversária, possibilitando estratégias mais adequadas por jogo.

O mesmo aconteceu com as organizações. Empresas como Uber, Amazon, Airbnb, cujo negócio não é tecnologia, mas dependem muito dela. As “data driven companies” são cada vez mais comuns e estão se transformando nas empresas de maior sucesso com crescimentos que pareciam impossíveis.

Se a tecnologia está permitindo esses padrões de performance tanto nas equipes da copa como nas organizações, significa que investir nas chamadas tecnologias disruptivas é sucesso garantido? O sucesso passado das equipes na Copa e das organizações é suficiente para que continue com alta performance?

A resposta é…  não. A utilização da tecnologia com certeza é um grande diferencial. Mas o chamado “pulo do gato” está nas pessoas e na liderança.

As pessoas precisam trabalhar com um propósito e de um modo colaborativo para que esse propósito seja comum ou complementar. Isso lhes permite uma maior dedicação e protagonismo, com as pessoas engajadas na direção de um objetivo em comum.

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A liderança e modelos de gestão precisam ser modificados. O líder precisa ser mais servidor balanceando o planejamento estratégico corporativo com os propósitos individuais e da equipe. O erro tem de ser encarado sem medo para que se transforme num aprendizado rápido. Os modelos de gestão têm de ser mais focados no resultado e menos em vaidades pessoais ou departamentais. Quando observamos as grandes seleções da Copa podemos observar como estes fatores são determinantes.

Chegou o momento, fãs do futebol. Que seja uma Copa de paz e muitos jogos de qualidade para que possamos “curtir” os momentos de diversão e confraternização. Vamos juntos torcer com muito entusiasmo. Com toda a tecnologia, a garra para fazer acontecer está nos jogadores e também em nós torcedores!!

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Sobre o autor
Carlos Baptista
é CEO da A & B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que desenvolveu o “Modelo Ágil Comportamental”. Executivo de TI, com mais de 30 anos de experiência em tecnologia. Trabalhou na área de serviços financeiros para bancos comerciais em Portugal e Brasil. Apaixonado por inovação e ajudar no desenvolvimento das pessoas, compartilhando as experiências e aprendizados da sua vida de executivo em grandes organizações. Contato: carlos.baptista@andradebarros.com.br

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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