Atitudes essenciais para se destacar na carreira de tecnólogo

Autor: Carlos Baptista

A revolução digital provocou uma alteração profunda na trajetória típica de um tecnólogo. A quantidade de tecnologias disponíveis aumentou exponencialmente e com custos extremamente acessíveis. Isso possibilitou a democratização da utilização da mesma. Em menos de 30 anos passamos de um cenário onde existia pouco software (primeiras versões do Windows) para um cenário onde o software é inteligente, barato e muitas vezes gratuito. O hardware era caro, lento e com requisitos complexos como tamanho, controle de temperatura e umidade, hoje vivemos uma realidade em nuvem com menor custos e capacidade quântica de processamento.

A necessidade de focar mais nos aspectos humanos do que apenas nos aspectos tecnológicos “misturou” todas as carreiras. Temas como “User Experience”, agilidade ou “Design Thinking” passaram a ser obrigatórios no universo de tecnologia embora estejam muito relacionados com questões comportamentais.

O mundo dos negócios e o mundo de tecnologia se fundiram num só, não existindo mais carreiras separadas. Todos nós precisamos pensar com diversas cabeças para conseguirmos alcançar o sucesso.

Talvez seja um dos momentos mais desafiadores, principalmente para quem “nasceu” tecnólogo e de repente se vê num turbilhão de novidades, necessidades e novas habilidade.

Como se manter na “crista da onda”? Como continuar sendo relevante nesta nova realidade? Para isso eu destaco três atitudes enquanto diferencial neste novo cenário.

Descubra-se

Nós, os tecnólogos, fomos treinados para “compreender” a máquina e agir rápido. A nossa carreira segue um caminho natural desde que começamos como desenvolvedores e seguimos como analista, coordenador, etc, e muito focada em melhorar os nossos gaps de desenvolvimento. Sempre que recebemos um feedback, alguém nos aponta as habilidades que necessitamos desenvolver e, normalmente, são questões técnicas. Nunca nos ensinaram a olhar a nossa carreira de fora e refletirmos sobre o que realmente nos dá prazer fazer e quais são nossos pontos fortes. Focarmos nas habilidades que somos fortes terá um impacto exponencial pela concentração da nossa energia no desenvolvimento do que realmente nos realiza, ao invés de dispersarmos com temas que, muitas vezes, satisfazem mais os outros do que a nós mesmo.

Seja flexível

Para o tecnólogo típico, o mundo é totalmente racional. A vida se resume a “zeros e uns”. No entanto, esta nova era exige que o foco não seja só tecnologia. Para isso, treine a sua flexibilidade desconsiderando do seu dicionário frases como “já tentei e isso não vai funcionar”, “sempre fiz assim e funcionou”, “tenho muitos anos disso, todas as certificações possíveis e nunca vi fazer de modo diferente”. Como diz Roberto Shinyashiki, escritor e palestrante, precisamos nos desapegar do insucesso, mas também do sucesso. Precisamos balancear entre o nível de especialização técnica por intermédio de treinamento e certificações com outras habilidades não técnicas como negociação, inteligência emocional, etc. Precisamos abrir a cabeça e nos tornarmos eternos aprendizes independentemente se são questões diretamente relacionadas com tecnologia ou não.

Vagas

Busque por mentores

Ninguém vive sozinho. O mundo corporativo nos ensinou a seguirmos o chefe ou líder. Mas independentemente do chefe ou líder, procure mentores. Mentor é aquela pessoa que te vai puxar a orelha, vai te desafiar, mas vai torcer por ti incondicionalmente porque tem um propósito maior de te ajudar a desenvolver. Para lidar com o mentor precisamos exercitar a humildade e entender que é a pessoa que tem sempre algo a nos agregar, normalmente pela experiência. Escolha bem e sempre escolha aquele que tem a cabeça aberta e virada para o futuro. Escolha aquele que é “irrequieto” e inconformado. Aquele que sempre se reinventa. Mas não espere dele que te passe a mão na cabeça. Ele vai te provocar o desconforto de te questionar. Esse é o lado mais positivo.

Tenho a certeza que com estas três dicas você, profissional de tecnologia, poderá ter mais protagonismo e destaque na revolução digital. Desse modo os resultados serão mais gratificantes e o crescimento exponencial.

 

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Carlos Baptista é CEO da A & B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que desenvolveu o “Modelo Ágil Comportamental”. Executivo de TI, com mais de 30 anos de experiência em tecnologia. Trabalhou na área de serviços financeiros para bancos comerciais em Portugal e Brasil. Apaixonado por inovação e ajudar no desenvolvimento das pessoas, compartilhando as experiências e aprendizados da sua vida de executivo em grandes organizações. .

Contato: carlos.baptista@andradebarros.com.br

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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