Dia do Orgulho LGBT+: cultura de diversidade nas organizações

Autor: Roni Silva

Dia 28 de junho é o dia do Orgulho LGBT+, a data origina-se a uma reação da comunidade LGBT contra a polícia de Nova York que agia, frequentemente, com truculência em suas ações em pontos de encontro da comunidade LGBT+. A data é celebrada no mundo inteiro e além de comemorar os avanços por direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e outras minorias, também serve para conscientizar que ainda há muitos espaços para serem conquistados.

Quando se fala de mercado de trabalho, por exemplo, é notório o quanto as oportunidades não são igualitárias. Cerca de 90% das mulheres trans, por exemplo, em algum momento de suas vidas recorrem a prostituição de rua, devido à falta de oportunidades de emprego, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Pela primeira vez, a Catho coletou dados referentes a comunidade LGBT+, em seu levantamento anual: Pesquisa dos Profissionais Brasileiros 2018, e alguns dos dados também ilustram dificuldades para lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em suas carreiras. 57,45% dos respondentes da comunidade LGBT acreditam que as suas oportunidades de carreira não são iguais quando comparadas às oportunidades ​ ​dadas a seus colegas de trabalho​, o mesmo índice cai para 46,30% quando profissionais heterossexuais são questionados.

Outro dado relevante refere-se ao número de pessoas que não falam abertamente de sua orientação sexual no ambiente de trabalho, 67,4% dos respondentes ainda preferem não tocar no assunto. Claro, que devemos levar em consideração que a orientação sexual é algo pessoal e cada pessoa tem o direito de decidir ou não falar sobre ela, mas deve-se considerar que grande parte desse número prefere não tocar no assunto devido a retaliações.

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Números como esses ressaltam a importância que as organizações possuem nesse cenário. Além, claro, de disponibilizar oportunidades iguais para todos os grupos da sociedade, é preciso que haja cultura de diversidade nas corporações. Oferecer um ambiente livre de opressões, permitir que colaboradores se sintam realmente integrados e saibam que suas competências profissionais são as únicas características que devem ser avaliadas.

Organizações que apostam em diversidade, comprovadamente, conseguem lucrar mais, mas mais do que isso, ganham inovação e criatividade. Pessoas diferentes, criam, pensam e agem de forma diferente, do outro lado, organizações se relacionam e/ou vendem para os mais diversos grupos, por isso é tão importante investir em diversidade.

A luta por igualdade e por espaços não deve ser exclusivo da comunidade LGBT+, e organizações, como parte da sociedade, devem fazer o seu papel. Incluir, apoiar e dar oportunidades para grupos minorizados já não é mais um diferencial e corporações que não adotarem essas posturas perderão atratividade e relevância.

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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