Liderança: porque e como ser inclusivo

É celebrado no dia 28 de junho, o Dia do Orgulho LGBT+, instituído mundialmente em memória a um triste episódio de coerção e abuso de autoridade da polícia de Nova Iorque com a comunidade LGBT+, em 1969. Nos últimos 50 anos, observamos alguns avanços, inclusive nas empresas, onde é cada vez mais comum a criação de grupos de afinidade para discussão do tema.

Entretanto, mais do que políticas afirmativas, como nós, líderes, contribuímos para um ambiente mais inclusivo?

Segundo o estudo ‘Brazil 2017 Report — Out Now Global LGBT2030 Study’, realizado com 4.018 respondentes LGBTs, pouco mais de um terço dos entrevistados (36%) se assumem para todos os colegas no trabalho e quase três em cada quatro entrevistados (73%) testemunharam atos de homofobia no local de trabalho durante o último ano, em 2016. Quantos de nós não fazemos parte destes números, seja sobre “sair do armário”, seja sobre presenciar situações inadmissíveis de preconceito?

Como toda mudança cultural, o exemplo da liderança é fundamental.

Grupos de afinidade LGBT+ são importantes, mas pouco adiantam se não permitimos a livre participação ou olhamos torto quando alguém de nossa equipe está engajado sobre a discussão. Estender benefícios para cônjuges do mesmo sexo foi um grande avanço nas empresas, mas igualmente importante é criarmos um ambiente saudável e respeitoso no dia a dia.

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O medo de rejeição é real e, se tratamos o assunto como tabu, alimentamos este receio em nossa equipe. Por outro lado, se as pessoas – as responsáveis pelo desenvolvimento dos negócios, vale lembrar – se sentem livres para serem quem são, podem dedicar sua energia ao que realmente importa, ao invés de criarem mecanismos para se esconder. Ao mesmo tempo, também é importante respeitar quem não está confortável em abrir sua vida pessoal para todos.

Essa é a grande questão da valorização da diversidade nas empresas: as políticas afirmativas são fundamentais, mas o respeito no cotidiano e a criação de um ambiente inclusivo são imprescindíveis. Essa combinação deve vir de todos os lados, mas também é nosso papel, como líderes de Pessoas, sustentar essa mudança.

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Sobre a autora
Gisela Pinheiro é vice-presidente de Materiais e Soluções Funcionais da BASF para a América do Sul e sponsor do grupo de diversidade sexual “Be Yourself@BASF”.

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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