Profissão Corretor de imóveis

Autor: Guilherme Machado

Responsável pela intermediação da compra, venda, permuta e locação de imóveis, profissão existe há 56 anos e movimenta bilhões no país por ano

Sancionada em 1962, a lei que regulamenta a profissão de Corretor de Imóveis no Brasil legitima a profissão para a intermediação da compra, venda, permuta e locação de imóveis. Para exercer a função, o primeiro passo que este profissional precisa tomar é buscar uma formação na área, que pode ser em um curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) ou Curso Superior em Gestão Imobiliária. Somente após a sua formação é que o profissional pode realizar sua inscrição no CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), no estado onde residir. É este o órgão que organiza o registro dos profissionais, que regulamenta e fiscaliza a profissão e a atividade no âmbito estadual.

O mercado para corretor de imóveis

Nos últimos 12 meses, as transações imobiliárias movimentaram R$ 472 bilhões, de acordo com um estudo inédito realizado pelo Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), associação que congrega os cartórios de notas paulistas. “Podemos afirmar que o setor de imóveis tem uma importância significativa para economia e é um dos grandes pilares para o crescimento econômico do país”, afirma o especialista em vendas e um dos mais renomados nomes do mercado imobiliário, Guilherme Machado.

Atuação do corretor e segredos para exercer a profissão com maestria

O Corretor de Imóveis pode atuar de forma independente ou em corretoras, construtoras, empresas de loteamento e judiciárias. “Para ter mais destaque, o corretor pode se especializar em uma determinada área, indo desde a escolha dos padrões dos imóveis – luxo, popular e médio – ou trabalhar com lançamentos, loteamentos, administração de aluguéis, entre outros”, conta o especialista.

Em sua jornada, Guilherme conta que viveu em um período em que as empresas se preocupavam muito mais com a quantidade de corretores e não com qualificação profissional, além de uma outra fase do mercado, onde a tecnologia ainda não era explorada. “Sou de um tempo em que não existia sistema informatizado e os imóveis eram apresentados previamente por meio de fichas organizadas em diversas pastas. Você que está entrando na profissão agora e se depara diante de tantos recursos tecnológicos, consegue imaginar como era vender um imóvel dessa forma? ”, questiona.

Ele ainda conta que, mesmo diante dos desafios na carreira, que buscou por um diferencial onde pudesse se destacar dos demais colegas de profissão. “Aproveitava as horas vagas para conhecer os imóveis, pesquisava os detalhes das fichas e buscava identificar características que ninguém trabalhava. Andava pelas ruas para analisar os empreendimentos, mesmo que não houvesse um cliente interessado. Buscava me aprimorar não só em relação ao imóvel, mas também sobre a região onde ele estava inserido. E isso fez uma grande diferença na minha carreira, pois não esperava um cliente me ligar para me apoderar de um imóvel, me antecipava às possíveis objeções e me empenhava para buscar todas as respostas”.

A remuneração do corretor

Uma dúvida que intriga e ao mesmo tempo enche de expectativas quem está pensando em entrar no mercado, está relacionada aos ganhos financeiros que o corretor de imóveis terá com a profissão. Pode parecer muito atraente investir na carreira ao ver informações que afirmam que os ganhos com a corretagem podem chegar a R$ 12 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil ou, ainda, argumentos de que a carreira é muito promissora e rentável, que é possível começar de baixo e ir crescendo. Porém, quando se trata da remuneração desse profissional, é sempre delicado falar em salário, pois o corretor se enquadra na categoria de profissional autônomo e seus critérios são diferentes ao dos trabalhadores regidos pela CLT.

Vagas

Portanto, os ganhos são variáveis e estão diretamente ligados aos resultados obtidos pelo corretor, uma vez que este profissional ganha uma comissão sobre o valor da venda do imóvel, cujo percentual é estabelecido de acordo com o CRECI de cada região. Nessa questão, é importante ter em mente que há diferentes parâmetros na definição deste percentual, tendo em vista que a área de atuação do corretor é diversa e não se limita apenas a vender imóveis. O profissional pode trabalhar com avaliações de imóveis, serviços de locação, confecção de contratos de aluguéis, administração de aluguéis, trâmites de documentos e muitos outros. Para cada uma destas áreas há um ganho financeiro diferente.

Desse modo, é interessante fazer uma consulta junto ao CRECI da sua região sobre estes percentuais, para que assim possa avaliar qual área lhe desperta maior interesse e, sobretudo, a área com a qual você terá maior afinidade. “Eu costumo ressaltar sempre que afinidade é um elemento que deve ser avaliado com muita cautela, pois, como já dito, o seu ganho financeiro está diretamente ligado ao seu resultado. Se você não gostar do que faz, é muito difícil que tenha disposição, empenho e planejamento para desenvolver o trabalho e, assim, alcançar melhores resultados”.

Para saber quanto é possível ganhar como corretor de imóveis, o especialista orienta a perguntar-se: o quanto estou empenhado em me dedicar a esta profissão? Como está o meu conhecimento sobre o mercado? O que posso fazer para me tornar o melhor corretor de imóveis? Como está o mercado na região em que irei atuar? Como está a organização do meu tempo? Como me preparar para vencer os desafios e aproveitar as oportunidades que esta profissão oferece? Segundo ele, estas respostas estão diretamente ligadas aos seus resultados.

Dica de ouro do especialista

Para quem pensa em se tornar corretor de imóveis, Guilherme Machado diz que o profissional precisa saber que o foco e a chave para obter o sucesso deve estar no ser humano, que é quem compra o imóvel, e não no imóvel em si. “Isso é o que chamo de entender para atender e não atender para vender. Se você entender isso, você será um profissional de sucesso. Portanto, esteja disposto a estudar, a se capacitar, se dedique, se desenvolva e treine muito, pois é isso que a nossa profissão demanda diariamente. Não faça da profissão de corretor um bico”.

Já aos colegas e parceiros veteranos, ele ressalta a importância de ter a capacidade de “desaprender” para aprender algo novo todos os dias. “Suas convicções do passado não garantem o seu presente. Se você estiver preso a síndrome do sucesso passado, cuidado! Você pode estar igual a história do sapo na frigideira quente, que fica ali paradinho, confortável no quentinho, achando aquilo tudo bom, quando na verdade ele está morrendo sem perceber. Ou seja, não se acomode! Esteja aberto ao novo, saia da sua zona de segurança, tenha humildade, não se deixe cegar pela arrogância. O mundo está em movimento, o mercado está em movimento e só sobrevive quem consegue se adaptar a estas mudanças”.

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Sobre o autor:
Guilherme Machado é criador de uma metodologia prática de vendas onde os pilares: pessoas, estratégias, processos, tecnologia e vendas já ajudaram milhões de pessoas a alancarem seus negócios. Hoje é uma das grandes referências do país em vendas e é reconhecido como a maior autoridade e influenciador da nova geração de corretores e mercado imobiliário. É autor do best-seller “Você não vai mais conseguir vender assim”, que alcançou o 1º lugar no ranking de mais vendidos pela Veja e Folha de São Paulo.  No YouTube, está entre os cincos maiores canais de negócios do Brasil. Veja mais informações, dicas de vendas e do mercado imobiliário no seu site e no seu canal no YouTube.

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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