Ser o super herói no trabalho pode não ser o melhor caminho

O super herói no ambiente de trabalho é aquele profissional que quer resolver todas as crises de forma solitária, como se apenas ele tivesse os superpoderes para enfrentar essa missão. Geralmente os profissionais que se dedicam ao extremo na profissão e consomem uma grande quantidade de horas extras são muito centralizadores e tendem a ser reconhecidos incorretamente como top performers.

Parece lógico ver um profissional assim como alguém “fora da curva” e um colaborador ideal, correto? Quem não gostaria de ter em sua equipe alguém que abrace todos os problemas e não os largue até resolver? Mas não é bem assim. Estes profissionais geram problemas ocultos que podem minar a produtividade e a cultura da empresa. Eles trazem resultados na solução de problemas, porém, também, geram impactos negativos em diversas as direções.

Como qualquer super herói, eles tendem a colocar as dificuldades das outras pessoas ou as causas da empresa sempre em primeiro lugar, inclusive na frente de suas próprias necessidades. Desta forma, podem trabalhar para ajudar os seus colegas ou para salvar a empresa de um algum grave problema até a solução ou até a sua exaustão mental/física, geralmente ocorrida após o desenvolvimento de uma doença que os afastem do ambiente de trabalho.

Super heróis tendem a condicionar uma acomodação nas equipes que trabalham, mesmo sem querer. Quando a equipe percebe que sempre existe um profissional disposto a resolver todos os problemas, é natural estes colaboradores se preocuparem com as demandas menos importantes e rotineiras. Todos em volta assumem menos responsabilidades, experimentam situações com níveis de desafio baixo e não aprendem a lidar com adversidades.

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Percebemos esta cultura dos super heróis enraizada nas empresas quando, em reuniões de promoções, percebemos os líderes defendendo as pessoas e equipes que trabalham uma quantidade excessiva de horas ou que vivem resolvendo problemas urgentes. Como se o ideal fosse promover quem está constantemente em uma guerra, na linha de frente e se sacrificando por todos. Porém, no ambiente de trabalho devemos reconhecer quem trabalha com inteligência, é super produtivo, excelente no que faz, desenvolve outras pessoas e não cria problemas para resolvê-los posteriormente.

Portanto, os super heróis nem sempre são os melhores profissionais. É preciso realizar o trabalho com excelência e altíssima qualidade, mas mantendo o equilíbrio entre outros aspectos de nossa vida. Saber trabalhar muito bem, mas conseguir dedicar tempo para sua vida pessoal. Ser uma referência no que faz, mas conseguir delegar atividades. Saber resolver problemas, mas não ser insubstituível, preparando outras pessoas para o seu lugar.

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Sobre o autor
Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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